JARBAS DIZ QUE VAI VOTAR CONTRA TEMER NA CÂMARA DOS DEPUTADOS - TupanatingaFm

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JARBAS DIZ QUE VAI VOTAR CONTRA TEMER NA CÂMARA DOS DEPUTADOS



Jarbas Vasconcelos




Aliado de Michel Temer (PMDB) na Câmara Federal, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) adiantou, nesta quarta-feira (05), seu voto a favor da admissibilidade da denúncia contra o presidente – apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot – por crime de corrupção passiva. “Em toda minha vida pública eu fui a favor que se investigue denúncias graves contra quem quer que seja. A denúncia contra o presidente é grave e possui elementos robustos”, explicou. Incomodado com o silêncio de alguns peemedebistas, a cúpula do partido cobrou declarações de voto contrários à denúncia, como estratégia para influenciar outras siglas a adotar a mesma postura. Entretanto, o anúncio de Jarbas, que exerce influência em parte da bancada e em aliados de outros partidos, pode atrair votos contrário ao governo.

Embora correligionário de Temer há muitos anos, Jarbas Vasconcelos sempre manteve uma relação de altos e baixos com o colega de legenda. “Sou do partido do presidente, mas voto com minha consciência. Por isso voto pra que se prossiga a investigação e para que defesa e acusação possam se colocar com propriedade”, declarou o ex-governador de Pernambuco, que há cerca de uma semana, em entrevista à Rádio Jornal, já havia admitido permanecer na base aliada, mantendo a postura crítica. “Continuo achando Temer uma pessoa correta, que busca fazer o que é preciso. Mas as pessoas erram”, disse, na ocasião.

Os altos e baixos, aliás, são uma marca na relação de Jarbas Vasconcelos com o próprio PMDB – presidido nacionalmente por Michel Temer de 2007 até o ano passado, quando o comando passou para o senador Romero Jucá (RR). O momento de maior tensão vivido entre o ex-governador e sua legenda aconteceu em 2009, quando, em uma longa e polêmica entrevista à revista Veja, Jarbas acusou abertamente o PMDB “praticar corrupção generalizada” no governo federal.

Na época presidente nacional da sigla, Michel Temer censurou publicamente o aliado, mas descartou uma punição mais rigorosa. “Repudiamos as afirmações de corrupção, mas não vamos dar relevo a elas. Se alguma moção for apresentada (contra Jarbas), analisaremos”, resumiu. Ao eleger-se vice-presidente da República na chapa de Dilma Rousseff (PT), em 2010, Temer se distanciaria ainda mais de Jarbas, um duro opositor da gestão petista.

Em 2015, porém, os dois estariam juntos novamente, dessa vez no apoio à candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados. Jarbas, porém, afastou-se do colega de bancada logo que surgiram as primeiras denúncias. Inclusive desculpando-se publicamente em entrevista no Programa do Jô, da Rede Globo: “Naquela época, eu imaginava que ele (Cunha) era apenas um lobista, mas a verdade é que eu errei”, admitiu.

Michel Temer, por sua vez, manteve-se ao lado do então presidente da Câmara, um dos principais responsáveis pelo avanço do processo de impeachment de Dilma, que garantiria a ascensão do vice ao Palácio do Planalto. Somente após a cassação de Cunha pelo Conselho de Ética da Casa Temer descartou o aliado e, em meio a referências elogiosas, chegou a cogitar o nome de Jarbas Vasconcelos como opção do PMDB para comandar a Câmara.

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