Perto de retornar ao Santa Cruz, Constantino Júnior abre o jogo - TupanatingaFm

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Perto de retornar ao Santa Cruz, Constantino Júnior abre o jogo

Vice-presidente Constantino Júnior
Vice-presidente Constantino JúniorFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco
Quando não está com o celular no ouvido, o vice-presidente Constantino Júnior usa-o para olhar as mensagens que chegam nas 24h do dia. Ele é o principal responsável pelo contato com empresários, dirigentes, jogadores e imprensa, além de responder por quase todos os assuntos relacionados ao clube. Peça-chave nos bastidores, o dirigente segue fora do Santa Cruz há quase 60 dias. Um afastamento angustiante, porém necessário. Sua recuperação tem sido um sucesso após um sério problema de saúde. 

Ao apresentar um quadro de anemia aguda decorrente de um pólipo intestinal, foi internado na UTI de um hospital particular do Recife, no dia 22 de junho, assim que se queixou de uma tontura. Antes da grave situação, passou mal em casa logo depois do jogo contra o Internacional, pela 8ª rodada da Série B, e chegou até a desmaiar. No Arruda, a ausência dele é bastante sentida. Ainda mais em meio à crise. O mais difícil para o dirigente é ver de fora a situação de caos e não poder agir para amenizar os problemas extracampo. Para Tininho, como é conhecido, ficar sem atuar é agoniante. 

“Enxergar a instituição de outro ângulo, sem estar na linha de frente, é uma maneira estranha. Claro que tenho outra visão olhando dessa forma. Pra quem tem uma vida tão corrida, o repouso é realmente difícil. Dá uma angústia pela falta do ritmo frenético e alucinante. Parar tudo é bem difícil. Mas tenho que acatar por questão médica. É um grande aprendizado para refletir e pensar na vida. Tem o lado positivo”, comentou, em entrevista exclusiva à reportagem da Folha de Pernambuco. 

Torcedores, conselheiros, sócios e funcionários perguntam quando o cartola irá retornar às atividades do dia a dia. A indagação comprova que sua atuação tem feito falta. Ele revelou que tem a possibilidade de voltar ao ambiente interno na próxima semana, mas ainda aguarda uma ordem médica. “Dependo de alguns exames. Tudo está caminhando bem para que isso aconteça”, afirmou.

O longo tempo de “folga” é algo diferente ao que o profissional está acostumado. No entanto, o repouso vem sendo benéfico por uma série de fatores, como mudança de hábitos e relação mais próxima com a família. “É doloroso por tudo que aconteceu. Corri um sério risco. Por outro lado, aprendi a disciplinar a vida. Poderia ter sido pior se o recado viesse depois. Pra mim, é um aprendizado. Fiquei mais perto da esposa e das filhas, coisa que é difícil com a correria do dia a dia. Tenho tirado proveito do descanso, da alimentação e da disciplina, além de ordenar e reorganizar a questão da saúde”, disse.

O presidente Alírio Moraes lamentou o distanciamento momentâneo do seu vice e destacou a capacidade do parceiro. “Como eu tenho dito no clube, Tininho é um grande conselheiro das coisas do futebol. Seu currículo, apesar da pouca idade, faz inveja a muita gente tarimbada. É claro que no momento difícil que estamos passando precisa-se de um trabalho específico nos vestiários para levantar o ânimo do pessoal e ele faz muita falta. Mas em breve volta e vamos contar com a sua presença no momento decisivo da Série B. Com a competência dele, sairemos desse quadro atual”, declarou. 

Em 2012, Constantino foi chamado de estagiário por Gustavo Dubeux, ex-presidente do rival Sport e hoje diretor de futebol. Mas a trajetória do economista de formação mostra que está longe de ser um aprendiz. Convidado pelo diretor Jomar Rocha em 2008 para fazer parte da cúpula, ele tem mais conquistas do que frustrações. Apesar de ter feito parte do rebaixamento à Série D, são sete títulos (cinco estaduais, uma Copa do Nordeste e um Brasileiro da Série C), três acessos (da Quarta Divisão até a elite do futebol) e outro rebaixamento no ano passado, da Primeira Divisão para a Série B. Seu trabalho foi fundamental no ressurgimento do clube e o fez entrar para a história coral.

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