Roberto Fernandes: "Náutico precisa jogar para ganhar" - TupanatingaFm

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Roberto Fernandes: "Náutico precisa jogar para ganhar"

Roberto Fernandes exige time agressivo jogando na Arena
Roberto Fernandes exige time agressivo jogando na ArenaFoto: Paullo Allmeida
O Náutico da Série B 2017 já mostrou duas caras. O das primeiras rodadas era um time sonolento, desanimado e fraco tecnicamente. Exercia bem o papel de saco de pancadas. Já o Timbu de agora é outra equipe, mais intensa, incisiva. O elenco foi reforçado e as mudanças provocadas com a chegada do técnico Roberto Fernandes surtiram efeito. A vitória por 2x0 sobre o Figueirense foi mais uma prova disso.
Segundo o treinador, o mérito é dos atletas, que abraçaram a proposta de atuar com mais objetividade. "O Náutico sempre teve equipes de velocidade, agudas, com características de jogo verticalizado e não lateralizado. Essa foi a coisa mais contundente que modifiquei nesse grupo, para que o Náutico voltasse a jogar como um mandante de verdade", avaliou Roberto Fernandes. 
"Por isso que falo que o mérito é dos atletas, porque eles compraram a ideia. Se o torneio começasse há pouco tempo, o Náutico seria líder. Fez nove pontos em 12 disputados. A equipe vem evoluindo e acredito que com a sequência de trabalho vamos crescer. Com respeito ao Figueirense, o 2x0 saiu muito barato, criamos mais umas duas ou três oportunidades reais de gol. O atacante, o goleiro e mais ninguém", observou.
De acordo com o comandante alvirrubro, foi fundamental que o Timbu determinasse o ritmo do jogo. "A equipe do Figueirense, se analisar no papel, seria favorita ao acesso. E a característica deles é de posse de bola. O que tínhamos que ter era uma intensidade maior. Se jogássemos no ritmo deles, teríamos problemas. O ritmo de jogo tinha que ser do Náutico e tem que ser assim como mandante", sentenciou. 
"O Náutico precisa vencer e, para issom precisa jogar para ganhar. É óbvio que não será assim sempre. Eu preciso ter a noção de onde estou pisando, mas não vou abrir mão de ser mandante. Em casa, a equipe tem que ser agressiva, mas não vulnerável, e isso aconteceu no jogo de hoje. Havia agressividade tanto para jogar, como também para marcar o adversário."

Roberto Fernandes também comentou sobre a possível saída de Erick do Náutico. Apesar dos elogios ao garoto, o treinador reconhece os ganhos para o time com uma transferência do jogador. "Às vezes você precisa sacrificar um membro para não perder o corpo todo. Por situações que ocorreram no início da temporada o Náutico teve que diminuir sua folha e não vive um mar de rosas", relembrou.
"A gente entende que, se por acaso isso acontecer, é para que o restante do grupo tenha condição e tranquilidade de trabalhar até o final do ano. O que a gente torce é que o melhor para o clube e o atleta se defina o mais rápido possível. Quero que tudo se resolva rápido, não só para mim, que penso na montagem do grupo, como também para o atleta, que a gente sabe que vai chamar a atenção." 
O técnico também não se esqueceu de enaltecer o futebol do meia Giovanni, fundamental na vitória sobre o Figueirense. "Giovanni é um jogador que já começa a ter um rendimento dentro daquilo que a gente sabe que ele pode render. A meu ver, é diferenciado. A agressividade não está na quantidade de jogadores na frente, mas sim na verticalização, no passe entre linhas e foi isso que o Giovanni executou hoje", analisou. 

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