Ainda não se sabe se FBC terá o controle do PMDB O senador Fernando Bezerra Coelho vai entrar no PMB com a chancela de Michel Temer - TupanatingaFm

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Ainda não se sabe se FBC terá o controle do PMDB O senador Fernando Bezerra Coelho vai entrar no PMB com a chancela de Michel Temer

Inaldo Sampaio
Inaldo SampaioFoto: Colunista
O deputado Jarbas Vasconcelos se reunirá em Brasília nesta terça-feira com o presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá, para acertar a filiação ao partido do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). Peemedebistas sustentam em Pernambuco que o vice-governador Raul Henry permanecerá no cargo de presidente, mas não é isto o que dizem os partidários do ex-prefeito de Petrolina. Segundo esses, o pai do ministro Fernando Filho está chegando ao PMDB devidamente chancelado pelo presidente Michel Temer, e já teria negociado com o próprio Jucá as condições de sua adesão, que passaria pelo controle total e absoluto da executiva estadual. Esta adesão implicaria ficar com o poder de decidir para onde o partido caminhará nas eleições do próximo ano. O senador tem um ministro no governo (Minas e Energia) e não levará o partido para uma posição de confronto com o presidente Michel Temer, por maior que seja o desgaste dele na opinião pública.

Oferta da vice
Para tentar segurar o PMDB na Frente Popular, o PSB oferecerá ao ministro Fernando Filho a vaga de vice de Paulo Câmara, hoje ocupada por Raul Henry (PMDB). O pai, senador Fernando Bezerra, é um político pragmático. Tanto pode marchar com Paulo Câmara (PSB) como com o senador Armando Monteiro (PTB). Se bem que, em Caruaru, há uma semana, sinalizou a ida para a Oposição.

Porteira > Líderes do PSB botaram na cabeça que, se o PMDB sair da Frente Popular, pelo menos mais três partidos o acompanharão: PR (do deputado Sebastião Oliveira), PP (do deputado Eduardo da Fonte) e PSD (do deputado André de Paula). Todos têm ministro no governo Temer.

É cedo >
 Mesmo que fique com o controle do PMDB estadual, é improvável que o senador Fernando Bezerra dispute agora em 2018 o governo pernambucano. A prioridade dele é cuidar da defesa nos processos a que responde na Lava Jato. Se for inocentado, aí sim, concorrerá em 2022.

Imposição > O PT de Pernambuco não tem a menor vontade de se aliar ao PSB para apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara. Sua 1ª opção é lançar candidato próprio e a 2ª é reatar a aliança com o PTB para apoiar o senador Armando Monteiro (PTB). Aliança com o PSB, se houver, será por imposição de Lula.

Convite > O senador Humberto Costa pretende convidar o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, para ser candidato a senador pelo partido nas eleições do próximo ano. Lossio é filiado ao PMDB. Mas com a chegada do senador Fernando Bezerra ao partido, deverá abrigar-se em outra legenda. Se for candidato à Câmara Federal em 2018, sairá quase eleito de sua cidade.

Fundo >
 Como o STF proibiu o financiamento privado das campanhas e o Congresso não aprovou o financiamento público, as eleições de 2018 serão bancadas com recursos do fundo partidário. Isto significa que haverá uma “briga de foice” nos partidos pelos R$ 888 milhões reservados no OGU de 2018 para bancar essas despesas.

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